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Estresse engorda? Entenda a relação entre estresse, peso e saúde mental

Em entrevista ao Audioblog, o Dr. Leandro Prates de Lima fala sobre fatores estressores, cortisol, alimentação, sono e atividade física.

Dr. Leandro Prates de Lima

Psiquiatra

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Em uma conversa no programa Audioblog, o Dr. Leandro Prates de Lima falou sobre a relação entre estresse, ganho de peso e saúde mental. A entrevista partiu de uma reportagem da revista IstoÉ, publicada em 18 de agosto de 2010, com o tema “Estresse engorda”.

Durante o programa, o psiquiatra explicou a diferença entre estresse como doença e os fatores estressores do cotidiano. Também falou sobre cortisol, metabolismo, sedentarismo, alimentação, sono, atividade física e uso de medicamentos.

O que são fatores estressores?

Segundo o Dr. Leandro, na psiquiatria fatores estressores ou "gatilhos" são situações que podem provocar sintomas como ansiedade, privação do sono e depressão.

Na entrevista, ele diferencia esses fatores do transtorno de estresse pós-traumático. Nesse transtorno, a pessoa passa por um trauma e pode continuar revivendo aquela situação, que permanece presente em seus pensamentos.

Já os fatores estressores fazem parte do cotidiano e podem estar relacionados a diferentes situações da vida. De acordo com o médico, esses gatilhos podem aumentar o cortisol no organismo.

Qual é a relação entre cortisol e ganho de peso?

O cortisol é produzido pelas glândulas suprarrenais. Durante a entrevista, o Dr. Leandro explica que essa substância é importante em situações de alerta, pois participa da rapidez da tomada de decisão e da reação diante de um perigo.

O problema, segundo ele, está no excesso. O médico relaciona o cortisol ao hipotálamo, estrutura que participa do controle do metabolismo. Por isso, a conversa aborda a possibilidade de que os fatores estressores contribuam para alterações relacionadas ao peso.

A entrevista também destaca que o ganho de peso não deve ser associado a um único fator. O estresse aparece dentro de um contexto que envolve hábitos, alimentação, sono e o modo como as pessoas organizam a rotina.

O estilo de vida também pode influenciar o peso?

O Dr. Leandro comenta que a vida contemporânea trouxe mudanças no comportamento e no cotidiano. Carros, equipamentos elétricos, botões e controles remotos reduziram a necessidade de movimento em várias atividades do dia.

Assim, caminhar e realizar alguma atividade física ao longo do dia são formas de incluir movimento na rotina. Na entrevista, ele também o aumento de peso está relacionado a um conjunto de fatores, não apenas ao estresse.

Sobre a alimentação, é interessante observar o aumento na quantidade de calorias em alguns alimentos e o consumo de sódio, que podem impactar tanto no estresse quanto no ganho de peso.

O estresse pode mudar a relação com a comida?

Na entrevista é mencionada uma pesquisa sobre o comportamento de pessoas que passaram por uma fase de demissões. Segundo o relato apresentado no programa, durante esse período aumentou a procura por alimentos ricos em gordura e calorias.

Sendo válido o argumento de que a comida pode ser uma forma de buscar alívio diante da ansiedade. Nesse contexto, momentos de tensão podem, sim, estar acompanhados de mudanças na alimentação.

Por isso, o tema “estresse engorda” é discutido no programa junto com ansiedade, hábitos e comportamento. A relação com o peso não é apresentada como consequência de um único elemento, mas como parte de um conjunto de situações que acontecem na vida cotidiana.

Como a atividade física aparece na entrevista?

O Dr. Leandro afirma que a atividade física libera endorfina, uma substância associada à sensação de prazer. Ele também fala sobre a experiência de caminhar e perceber o ambiente ao redor, como as flores, os pássaros e o céu.

Relaciona o exercício à sensação de ter realizado uma tarefa e cumprido uma missão. A atividade física aparece, assim, como uma forma de movimentar o corpo e também de produzir uma percepção positiva depois da prática.

O que o médico fala sobre o sono?

O sono também é apresentado como um processo que precisa ser valorizado. Durante a conversa, o Dr. Leandro afirma que dormir pouco e dormir mal pode afetar a pessoa, assim como dormir demais também pode causar desequilíbrio.

Devido ao sono, uma pessoa já pode acordar estressada ou triste. Sendo mencionado que o excesso de sono pode ser um fator correlacionado a obesidade. O sono aparece, portanto, junto com o estresse, a saúde mental e o controle do peso.

Qual é a orientação sobre o uso de medicamentos?

Ao falar sobre medicamentos, o Dr. Leandro critica o uso indiscriminado de remédios para lidar com qualquer desconforto. Ele explica que alguns medicamentos devem ser utilizados em situações específicas e com começo, meio e fim definidos desde o início.

Também afirma que o uso contínuo dessas medicações pode prejudicar a memória de trabalho e a concentração. Reforçando que tomar medicamentos por conta própria ou sem uma indicação específica não deve ser considerado para resolver problemas do cotidiano, oferecendo um risco ao invés de uma solução.

Que atitudes positivas são citadas pelo Dr. Leandro?

O médico sugere começar o dia com uma frase positiva. Ele afirma que dizer “bom dia” de maneira afetuosa e sorrir são atitudes que podem produzir efeitos positivos no cérebro, facilitando na redução de estresse e execução de atividades.

A atividade física e a realização de uma boa ação também são formas de produzir uma sensação positiva. Segundo o Dr. Leandro, fazer algo bom para outra pessoa pode ser gratificante para quem realiza a ação.

É importante reservar momentos para si e de desacelerar ao longo do dia. Essas atitudes são apresentadas como parte de um comportamento que pode contribuir para lidar com o cotidiano, redução de estresse, saúde física e mental.

Estresse engorda?

A entrevista do Dr. Leandro relaciona os fatores estressores ao aumento do cortisol e discute como essa relação pode participar de mudanças no metabolismo, na alimentação, no sono e no peso.

Ao mesmo tempo, o programa destaca que o estresse não deve ser visto como um fator isolado. A rotina sedentária, os alimentos mais calóricos, o consumo de sódio, a qualidade do sono e a atividade física também aparecem na conversa como elementos relacionados à saúde.

O conteúdo é informativo e não substitui consulta, avaliação ou orientação individualizada de um profissional de saúde.

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